A inteligência artificial também tem de prestar contas.
Quanto é que isto rende?
É a pergunta que quase ninguém faz quando se fala de inteligência artificial nas empresas.
Em 2026 multiplicaram-se os cortes de pessoal em nome da eficiência. Nas grandes conferências tecnológicas deste mês a inteligência artificial ocupou todos os palcos, mas quase ninguém mostrou números concretos sobre o retorno.
Em 1987 Robert Solow escreveu que se via a era dos computadores em todo o lado menos na produtividade. Os ganhos acabaram por chegar, mas só às empresas que reorganizaram processos, formaram pessoas e mediram resultados.
A minha regra é simples. Um processo, um indicador, noventa dias. Se melhorou, alarga-se. Se não melhorou, corta-se.
A inteligência artificial não dispensa a gestão. Exige mais dela.
A moda passa e a conta de resultados fica.
Dezembro,18,2025
O Que a Inteligência Artificial Já Está a Dar-nos.
O debate público tem sido dominado pelo receio, e enquanto especulamos sobre o que poderá correr mal, acumulam-se resultados concretos sobre aquilo que está a correr bem. Uma análise da evidência disponível em três domínios decisivos, as empresas, o emprego e a educação, e uma pergunta incómoda dirigida a quem hoje lidera esta tecnologia.
May,18,2025
E se estivermos a discutir o perigo errado?
Há uma corrente crítica igualmente importante.Alguns investigadores argumentam que falar constantemente de extinção da humanidade pode desviar a atenção de riscos que já existem: fraude, manipulação, vigilância, desinformação, impacto ambiental, emprego e concentração de poder.
A discussão apareceu ontem de forma particularmente clara. Mhairi Aitken argumentou que o discurso sobre uma futura superinteligência pode retirar atenção à responsabilização das empresas pelos efeitos atuais da tecnologia. Outros especialistas contrapõem que os riscos presentes e os riscos futuros não são mutuamente exclusivos.
Será que a IA está realmente a sair do controle?
Autor: Alex Krasodomski









