Um espaço de reflexão sobre gestão, liderança, estratégia, sociedade e mudança. Ideias nascidas da experiência, da curiosidade e de uma convicção simples, antes de decidir melhor, é preciso pensar melhor.
Gerir bem é uma responsabilidade, seja à frente de uma empresa ou de uma instituição que serve todos. Nesta secção reúno reflexões sobre os princípios que valem para ambos os mundos, a estratégia, a liderança, o rigor das contas e a arte de transformar recursos em resultados. Porque, seja qual for a dimensão, gerir é sempre decidir com clareza, respeitar quem trabalha e preparar o futuro. E os bons princípios de gestão não conhecem fronteiras entre o privado e o público.
Finanças de uma empresa, finanças de um país.
Há mais em comum entre gerir uma empresa e gerir um Estado do que se costuma admitir. Em ambos, o princípio é o mesmo. Não se pode distribuir aquilo que não se produz, nem gastar hoje o que só se receberá amanhã. Uma empresa que vive acima das suas possibilidades acaba por fechar. Um país que o faz acaba por hipotecar o futuro de quem ainda nem sequer vota. A diferença é apenas de escala, porque o rigor, a disciplina e a verdade das contas não conhecem dimensão. Valem para o pequeno negócio e valem para a nação. E em qualquer dos casos, o desequilíbrio nunca se resolve sozinho, paga-o sempre alguém, mais tarde e mais caro.
Marketing não é gritar mais alto, é falar diretamente a quem precisa daquilo que oferecemos. Nesta secção reúno ideias sobre como construir marca, conquistar clientes e comunicar com valor, sem modas nem ruído. Porque o bom marketing não se mede pelos aplausos que recebe, mas pelos clientes que traz e pela confiança que constrói.
Estratégia é escolher o caminho antes de começar a andar, e ter a coragem de dizer não a tudo o resto. Nesta secção reúno reflexões sobre visão de longo prazo, posicionamento, crescimento e as decisões que definem o rumo de uma empresa. Porque trabalhar muito não chega. É preciso trabalhar no que importa, na direção certa.
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Há livros que lemos uma vez e outros a que voltamos sempre que enfrentamos uma decisão importante. Os Primeiros 90 Dias pertence ao segundo grupo.
Michael Watkins, especialista em liderança e transições de executivos, defende que os primeiros três meses numa nova função determinam em grande parte o sucesso de quem a assume. Propõe, por isso, um método claro para acelerar a aprendizagem, construir confiança e alcançar resultados desde cedo.
Voltei a este livro quando preparámos a criação da nossa primeira Direção Comercial. Retirei dele uma lição que partilho com todos os colegas CEO, a integração de um novo líder é tanto responsabilidade de quem chega como de quem o recebe. Definir expectativas com clareza, transmitir o conhecimento com cuidado e ajudar a conquistar as primeiras vitórias são tarefas que cabem também à Administração.
É uma leitura prática e direta, que recomendo a quem está a preparar uma sucessão, uma promoção interna ou a criação de uma nova função de liderança na sua empresa.
Leia também o artigo desta semana: "A primeira Direção Comercial: quando o fundador dá lugar ao sistema".
Nas empresas, os problemas mais difíceis raramente são os que aparecem nos números. Esta reflexão aborda o que acontece quando a resistência persistente de uma pessoa começa a afetar uma equipa inteira e o equilíbrio necessário entre a proteção de quem trabalha e a sustentabilidade das organizações que criam emprego.
Discordar abertamente é um contributo valioso. Aceitar uma decisão na reunião e combatê-la depois em silêncio é algo muito diferente.
Uma empresa não é uma escola permanente nem pode substituir a vontade de cada um.
Proteger quem trabalha é um dever de qualquer sociedade justa, mas proteger a organização que cria e mantém esse trabalho é a única forma de garantir que esse dever continua a ter onde se cumprir.
Portugal entrou na Comunidade Económica Europeia há quarenta anos. Desde então, as nossas empresas ganharam acesso a um mercado que hoje reúne cerca de 451 milhões de pessoas, segundo o Eurostat. Sem alfândegas, sem direitos aduaneiros e, em grande parte do território, com a mesma moeda.
Seria de esperar que esta realidade tivesse moldado a forma como as PME portuguesas pensam o seu mercado. Os números sugerem o contrário. Segundo a Informa D&B, apenas 11% das empresas portuguesas exportam, e das que exportam bens, 58% vendem para um único país.
O artigo que publicamos esta semana parte deste paradoxo. Não para repetir as explicações habituais, a dimensão, a burocracia ou o financiamento, que existem e pesam. Mas para olhar para dentro das empresas. Para a forma como se organizam, para a dependência do fundador, para a confusão entre exportar e internacionalizar, para a falta de capital e de estratégia com que tantas vezes se parte para fora.
Não é um texto contra quem escolheu o mercado nacional. Há empresas excelentes que nunca precisarão de sair de Portugal. É um texto sobre as que poderiam crescer e não crescem, porque nunca pensaram seriamente para além da fronteira.
A pergunta que deixamos ao leitor é simples de formular e difícil de responder. Se a sua empresa está dentro de um mercado de cerca de 450 milhões de consumidores, o que a impede realmente de pensar para além de Portugal?
Num mundo de guerras comerciais, energia instável e cadeias de abastecimento frágeis, talvez a maior vulnerabilidade de uma empresa seja depender demasiado de uma única opção. Uma reflexão, a partir de dois exemplos recentes, sobre por que razão a eficiência levada ao extremo produz fragilidade, e sobre a diferença entre ter um plano alternativo escrito e ter capacidade real para o executar.
Vivemos um tempo curioso na gestão das empresas. A inteligência artificial entrou nas reuniões de administração com a força de uma evidência, e poucos se atrevem a questioná-la. Ao longo de 2026 sucederam-se os anúncios de reduções de equipas justificadas com a eficiência que a tecnologia promete. Os mercados aplaudiram. Os números sobre o retorno, esses, continuam por aparecer.
Não tenho nada contra a tecnologia. Sempre defendi ferramentas que dão à gestão mais controlo e menos espaço ao improviso. O que me preocupa é ver empresas a investir por receio de ficarem para trás e não por uma decisão fundamentada em factos.
A história económica ensina prudência. Nos anos oitenta o economista Robert Solow notou que os computadores estavam em todo o lado menos nas estatísticas da produtividade. Os ganhos vieram, mas só para quem teve a disciplina de mudar processos, formar pessoas e medir resultados.
Acredito que hoje vale a mesma lição. Qualquer investimento em inteligência artificial deve cumprir as regras de qualquer outro investimento, ou seja, um objetivo claro, um indicador que o meça e um prazo para ser avaliado. O que funciona alarga-se e o que não funciona abandona-se, por muito moderno que pareça.
Há também uma dimensão humana que merece atenção. A tecnologia está a mudar o perfil das pessoas de que as empresas precisam. Conta cada vez menos a experiência em tarefas repetitivas e cada vez mais a atitude, a curiosidade e a vontade de aprender. No nosso setor sabemos bem que um bom produto sem formação técnica não se vende duas vezes. Com uma ferramenta digital passa-se exatamente o mesmo.
Bem utilizada, a inteligência artificial pode ser um aliado precioso para construir empresas mais profissionais, com sistemas fiáveis e menos dependentes de uma só pessoa. Mal utilizada, é apenas mais um custo a crescer em silêncio.
A moda passa e a conta de resultados fica. É por ela que qualquer gestor deve ser avaliado, e é por ela que a inteligência artificial também deve ser julgada.
Durante anos habituámo-nos ao dinheiro barato e acabámos por lhe chamar normalidade.
A 10 de setembro o BCE voltou a subir as taxas de juro. A guerra no Médio Oriente, o petróleo caro e a inflação perto dos 3% mudaram as regras do jogo.
Em tempo de crise há um princípio que nunca falha. O lucro é uma opinião e a liquidez é um facto.
Nos próximos meses a tesouraria tem de voltar ao centro da gestão, e há três alavancas para isso.
Receber mais depressa, porque uma venda que não se cobra não é uma venda.
Libertar stocks parados, porque um armazém cheio é dinheiro a dormir.
Investir com mais critério, dando prioridade ao que se paga a si próprio mais depressa.
As crises também abrem oportunidades. Quem tiver liquidez pode ganhar quota a concorrentes mais frágeis.
Uma empresa com liquidez decide o seu destino. Uma empresa sem liquidez deixa que outros decidam por ela.
A primeira Direção Comercial, quando o fundador dá lugar ao sistema
Criar pela primeira vez a função de Diretor Comercial é uma das decisões que mais revela a maturidade de uma empresa. Partilho aqui a minha reflexão, a pensar nos colegas CEO que estão hoje perante este desafio.
Muitos de nós conhecemos bem esta realidade. Durante anos, o CEO é também o principal comercial da casa. Negoceia com os grandes clientes, define as campanhas, acompanha a equipa no terreno e sabe de cor as condições de cada conta. Foi assim que muitas empresas portuguesas ganharam nome e respeito no mercado.
Com o crescimento, aquilo que foi uma força começa a ser um limite. Larry Greiner, professor de Harvard, descreveu-o há mais de cinquenta anos, as empresas crescem por fases e cada fase termina numa crise que obriga a mudar a forma de gerir. A primeira é a crise de liderança, quando a empresa já é maior do que a capacidade de uma só pessoa.
Criar uma Direção Comercial é responder a esse momento com antecedência e com método. Vejo-o como uma decisão de ambição.
Primeiro a função, depois a pessoa
O erro mais frequente é começar pelo recrutamento. Contrata-se um bom profissional e só depois se percebe que ninguém definiu o que ele pode decidir. O diretor fica sem autoridade e o CEO continua a fazer tudo.
O mandato deve ser escrito antes de qualquer entrevista e responder a quatro perguntas: que resultados se esperam, que recursos estão sob a sua responsabilidade, o que decide sozinho e o que decide em conjunto.
Proponho três níveis de decisão:
Autonomia plena, gestão diária da equipa, planeamento comercial, acompanhamento de clientes e aplicação da política aprovada.
Decisão partilhada com o CEO: condições especiais para grandes contas, descontos fora da tabela, admissão de comerciais.
Proposta à Administração, orçamento, política de preços, posicionamento da marca e investimentos relevantes.
Fronteiras claras evitam atritos e protegem a relação de confiança.
Escolher pela atitude
Dou mais valor à atitude, à honestidade e à ambição do que aos anos de experiência num setor. O conhecimento técnico aprende-se. O caráter traz-se de casa.
Sempre que existe talento interno, a promoção deve ser a primeira opção. Quem cresceu connosco conhece a cultura e os clientes, e a sua promoção mostra a toda a organização que o mérito tem caminho.
Passar o conhecimento
Numa PME, grande parte do saber comercial vive na memória do fundador. Por isso recomendo a preparação de um dossier de passagem com a carteira de clientes, margens e condições, a política de preços e a razão de cada regra, uma apreciação de cada elemento da equipa, o mapa da concorrência, os processos internos e os indicadores de gestão. O acesso ao CRM deve ser total desde o primeiro dia.
Há uma parte que nenhum documento substitui: as primeiras visitas aos principais clientes devem ser feitas em conjunto. Quando o CEO apresenta pessoalmente o novo diretor, transfere confiança.
Os primeiros noventa dias
Michael Watkins defende que os primeiros noventa dias numa nova função condicionam tudo o que vem depois. Numa PME, esse período deve ser planeado a dois:
1.º mês: ouvir, observar e compreender.
2.º mês: diagnóstico e primeiras propostas, assentes em números.
3.º mês: plano comercial com metas e prazos definidos.
O CEO e o Diretor Comercial
Esta é a parte mais delicada para nós. Quem construiu a área comercial tem tendência a continuar a intervir. Em excesso, bloqueia o diretor. Em falta, perde o pulso à empresa. O caminho é a delegação gradual, com controlo e avaliação.
Na prática: uma reunião semanal curta centrada em indicadores (faturação, margem, novos clientes, retenção, cobranças) e uma reunião mensal estratégica. E uma regra de ouro: o apoio dá-se em público, as divergências resolvem-se em privado.
Remunerar a rentabilidade
Uma componente fixa justa e uma componente variável com peso real, ligada sobretudo à margem e ao crescimento sustentado. Premiar só o volume incentiva o desconto fácil. Premiar a rentabilidade coloca o Diretor Comercial do mesmo lado da Administração.
Em síntese
Criar a primeira Direção Comercial é multiplicar a capacidade da empresa de servir os clientes e de crescer com solidez. Exige ao CEO generosidade para partilhar, disciplina para respeitar o mandato e firmeza para acompanhar resultados.
É esse o caminho para construir empresas que funcionam bem para além da presença diária de quem as criou. Se esta reflexão ajudar algum colega a dar este passo com mais segurança, cumpriu o seu propósito.
Há empresas que continuam a fazer o que sempre fizeram, com a mesma competência de antes, e ainda assim vendem menos. Procuram a causa na concorrência ou no preço, quando ela está noutro lugar. Uma reflexão sobre as transformações silenciosas na forma de comprar, e sobre por que razão o concorrente mais perigoso é hoje aquele que nem sequer se vê.
O movimento dentro de uma empresa impressiona. O resultado é que paga as contas. Uma reflexão sobre por que razão as organizações continuam a premiar a atividade visível em vez do valor criado, sobre o teatro da produtividade que daí resulta, e sobre o que isso custa precisamente a quem trabalha melhor.
O que me ficou
Ficou-me, acima de tudo, a distinção entre adotar tecnologia e beneficiar dela. São coisas diferentes, e a história demonstra que a segunda não decorre automaticamente da primeira. Depende de quem define a direção do desenvolvimento e de quem participa nessa definição.
Ficou-me também a lição de que este não é um debate novo, ainda que o pareça. Aquilo que hoje discutimos a propósito da inteligência artificial foi já discutido a propósito do tear mecânico e da máquina a vapor. Conhecer esse historial protege-nos tanto do entusiasmo ingénuo como do alarme fácil, e dá-nos algo mais valioso do que ambos, que é perspetiva.
E ficou-me, sobretudo, a mensagem final, que considero a mais importante. A tecnologia não tem destino próprio. Tem apenas a direção que lhe for imprimida pelas decisões humanas que a acompanharem. Isto é simultaneamente uma advertência e uma esperança. Advertência, porque significa que nada garante que os benefícios se distribuam. Esperança, porque significa que essa distribuição continua a estar nas nossas mãos.
É uma obra extensa e exigente, com quase seiscentas páginas, mas indispensável a quem queira compreender, com profundidade histórica e rigor económico, aquilo que está verdadeiramente em jogo neste momento.
Durante mais de duas décadas, a visibilidade digital resumiu-se a uma pergunta simples, ou seja, em que posição aparece uma empresa quando alguém procura o que ela vende. Essa pergunta tornou-se insuficiente. Uma reflexão sobre a passagem da disputa por posições para a disputa por citações, e sobre por que razão esta mudança favorece quem construiu reputação em vez de comprar visibilidade.
As organizações raramente falham por não trabalharem o suficiente. Falham por continuarem a trabalhar bem dentro de um modelo que deixou de ser adequado. Uma reflexão sobre as três forças que tornam qualquer modelo perecível, e sobre a disciplina de questionar precisamente quando tudo parece estar a correr bem.
Toda a marca premium enfrenta, mais cedo ou mais tarde, o mesmo dilema. Crescer é obrigatório, mas cada canal novo que se abre é também um risco para aquilo que a torna desejável. Neste artigo, defendo que a pergunta certa não é quantos canais usar, mas que arquitetura de canais construir, e explico porque a exclusividade não é um efeito de marketing, é uma decisão de gestão sustentada com coerência de preço e de sortido ao longo do tempo.
Afastar quem não corresponde. Deixar um cliente que não é rentável. Substituir uma chefia fraca. Descontinuar um produto que já não funciona. Nenhuma destas decisões é agradável, e por isso quase todas se adiam. Uma reflexão sobre o preço invisível da coragem que não se teve a tempo.
Sucedem-se os anúncios de empresas que reduzem quadros invocando a automação. Mas quando se lhes pergunta se já têm sistemas capazes de substituir essas funções, em nove de cada dez casos a resposta é não. Uma reflexão sobre o fenómeno da lavagem por inteligência artificial, e sobre o preço de confundir aquilo que a tecnologia faz com aquilo que serve de justificação conveniente.
A promoção é um dos instrumentos mais poderosos do marketing, e também um dos mais mal utilizados. Usada com critério, dinamiza vendas. Transformada em hábito, corrói silenciosamente aquilo que uma empresa tem de mais valioso, a sua marca. Uma reflexão sobre a fronteira, ténue mas decisiva, entre promover e depender do desconto.
Porque é que algumas pessoas, perante a mesma informação, tomam decisões consistentemente melhores do que outras? A resposta não está na sorte nem apenas na experiência, mas na qualidade das ferramentas com que pensam. Uma reflexão, a partir das ideias de Charlie Munger, sobre os modelos mentais que separam um bom decisor de um decisor medíocre.
Poucos temas reúnem tanta importância e tanta cobardia política como o futuro das reformas. Todos sabem que o sistema não sobreviverá intacto às próximas três décadas, mas ninguém tem a coragem de o reformar. Uma reflexão frontal sobre a sustentabilidade das pensões, a defesa de um modelo misto mais justo, e a falta de coragem de quem devia decidir.
A tecnologia avança depressa, mas escasseiam os profissionais com as competências para a acompanhar. E instalou-se a ideia perigosa de que formar é responsabilidade exclusiva das empresas. Uma reflexão sobre as três partes deste compromisso, o profissional que tem de querer aprender, a empresa que deve criar condições, e um mercado de formação que precisa de ser credível e útil.
As PME representam 99,9 por cento do tecido empresarial português e cerca de 76 por cento do emprego. Não são um tema de nicho, são o futuro do país. E as médias empresas, em particular, vivem numa terra de ninguém competitiva, onde a intuição já não basta. Uma reflexão sobre as três dimensões que, alinhadas, se tornam o verdadeiro motor do crescimento, ou seja, as pessoas, a liderança e as finanças.
Os últimos dados do INE confirmam o que muitos gestores já sentiam no terreno. Os salários estão a subir de forma estrutural, com aumentos reais acima de 1,8% no 2.º trimestre de 2026. Para as PME, esta é uma boa notícia para os colaboradores, mas também um alerta de gestão. Este artigo olha para os números do custo do trabalho e pergunta o que poucas empresas se atrevem a perguntar. A produtividade está a acompanhar os salários, ou estamos apenas a pagar mais pelo mesmo? Uma leitura para quem gere pessoas e resultados, não apenas folhas de pagamento.
Perante uma quebra de margem, a reação instintiva de muitas empresas é cortar, e cortar depressa. Mas o corte apressado raramente distingue o supérfluo do essencial, e quem corta no sítio errado não fica mais eficiente, fica mais fraco. Uma reflexão sobre a arte de reduzir custos com inteligência, eliminando o desperdício sem sacrificar aquilo que gera valor.
Durante anos ensinámos os empresários a perseguir o crescimento. Mais vendas, mais clientes, mais mercados. Mas esquecemo-nos da pergunta mais importante de todas. Quanto desse crescimento chega, de facto, ao resultado da empresa? Uma reflexão sobre por que tantas PME ficam maiores e, ao mesmo tempo, mais frágeis..
Encarado por uns como um sinal de fragilidade e por outros como um atalho para crescer, o crédito não é, em si mesmo, nem bom nem mau. É um instrumento, e o seu valor depende inteiramente de como é usado. Uma reflexão sobre o que separa o crédito que constrói futuro daquele que arrasta uma empresa para o fundo.
Poucas decisões têm um impacto tão profundo e duradouro na vida de uma empresa como a de contratar uma pessoa. E, no entanto, poucas são tomadas com tanta ligeireza. Uma reflexão sobre o custo real de escolher a pessoa errada, que vai muito além do salário e se paga durante meses, por vezes anos.
Vivemos rodeados de números que nos fazem sentir bem. Muitos gostos, muitas visualizações, mais seguidores. Mas ao fim de todos esses aplausos, quantos clientes novos entraram, de facto, pela porta? Uma reflexão sobre a diferença entre ser visto e ser escolhido, e sobre o marketing que constrói negócio em vez de alimentar o ego.